(Re)aprendendo LaTeX

A terceira edição do LaTeX Companion me convenceu de que preciso de mais uma atualização no ramo da tipografia digital.

A família de linguagens de programação baseadas na linguagem TeX, criada entre as décadas de 1970 e 1980 por Donald Knuth, constitui um universo em expansão constante e atualizações frequentes. Nesse universo, encontramos a popular LaTeX, criada por Leslie Lamport, e a flexível ConTeXt, criada por Hans Hagen. Todas surgiram para “resolver os problemas” de tipografia digital, principalmente aqueles originados pela notação matemática.

No entanto, o que pareceu ser a salvação da lavoura tipográfica se tornou uma nova dor de cabeça: as soluções apresentadas adicionaram uma camada de complexidade brutal nesse espaço. Porque entregavam textos mais elegantes do que as soluções anteriores, essa família de linguagens, convencionalmente conhecida como TeX & friends, acabou encontrando seu lugar definitivo ao sol tipográfico e está aí até hoje, desafiando novos tipógrafos digitais a fazerem melhor.

Foi pensando em reaprender a usar a LaTeX que resolvi escrever as páginas a seguir, uma tentativa inglória de guardar minhas reflexões pessoais irrisórias e fixar, de uma vez por todas, minhas memórias decididamente evanescentes.